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A Misericórdia Divina
no Mistério da Encarnação
És a Mãe do Divino Amor!
 
 
Publicado em 19 de Fevereiro de 2017

      Quando Maria pronunciou o seu Fiat ao enviado de Deus, estava plenamente consciente da sua participação na obediência do seu Filho ao Pai. A sua concepção imaculada, a graça que desde sempre a enchia, eram frutos do Sangue que seria derramado pelo seu Filho. O Pai do Céu dava o Filho para a Salvação dos pecadores; e o Filho não só livremente consentia, mas queria que também a Mãe consentisse nesse mistério dulcíssimo e ao mesmo tempo terrível da fidelidade absoluta de Deus ao próprio amor.

Contudo, Maria era livre para corresponder ao desejo de Deus. A liberdade é algo extraordinário e adquire o seu verdadeiro valor justamente na atitude que Maria assumiu na Anunciação. Sobre essa atitude da Virgem Santíssima é que queremos refletir neste artigo.

Ao interlocutor divino maria fala a respeito de si como sendo a serva do Senhor. Essa definição tem um sentido muito profundo. Hoje o empregado não tem motivos para sentir-se muito pior que seu empregador. Nos tempos de Cristo, porém, o servo - que não se diferencia em nada do escravo (como aconteceu, depois, na Idade Média) estava separado do seu senhor por um abismo social. Jesus disse aos Apóstolos: ”Não mais vos chamo servo, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor” (Jo 15,15). Nessas palavras reflete-se a posição do servo daquela época, que, como escravo, não era informado a respeito de nada e de quem exigia a simples aceitação dessa ignorância. Nesse sentido é que Maria era serva.

No momento da Anunciação, aquela que era “cheia de graça” (Lc 1,28) apresentou-se numa atitude de total pobreza, como se nada possuísse, e de humilhação, aceitando a sua ignorância dos planos divinos. Indagava apenas a respeito do que era indispensável para cumprir a ordem do Senhor, a fim de realizar plenamente a vontade de Deus.

Aquela a quem Deus quis enaltecer acima de todas as criaturas, apesar disso, soube numa atitude de completa humildade. Aquela que é Rainha do Céu e da terra esquece toda a Sua grandeza e apresenta-Se diante de Deus em total dependência como mendigo que nada possui.

Por essa atitude de absoluta pobreza espiritual, que livremente opta por cumprir a vontade de Deus serva – incapaz de ação própria – é que Maria atraiu para a terra a Misericórdia Divina.

Se a Virgem Santíssima está unida a Deus e é cheia de graça é apenas porque Deus ao olhar para a sua humildade se encantou.

A sua humildade e a confiante expectativa de tudo receber da parte de Deus são para nós guia no caminho para a santidade, o programa da nossa vida interior.

O convite a nos apresentarmos diante da Misericórdia Divina, no reconhecimento de nossa total dependência de Deus, com a confiança de criança, é sempre um convite à imitação de Maria.

Ela, que por primeiro apresentou-se diante de Deus como a criança do Evangelho, que simplesmente confia totalmente no Pai que a conduz, segue-o passo a passo, segura a sua mão, olha para o mundo com os seus olhos, entrega-se a Ele e ajuda-nos a seguir o seu exemplo.

 

Ana Carina Novak, OCV

Arquidiocese de Curitiba

 

 

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